André Kondo é pós-graduado pela University of Sydney. Morou na Austrália e no Japão, tendo viajado por sessenta países em busca de inspiração para a sua escrita, que já lhe rendeu vários livros premiados e textos publicados em Portugal e no Japão. Recebeu mais de cem prêmios literários, incluindo o Prêmio UNIFOR pela obra “Cem pequenas poesias do dia a dia”, que lhe proporcionou uma viagem aos Estados Unidos como prêmio. Na sequência, recebeu outro prêmio da Universidade Federal de São João del-Rey, por um poema, utilizando-o para custear a sua peregrinação literária, visitando os seus autores norte-americanos preferidos, em uma viagem de milhares de quilômetros, desde a casa de Herman Melville na costa leste até o túmulo de Jack London na costa oeste, passando pela estrada de Jack Kerouac. Uma viagem paga inteiramente apenas com poesia. Sim, é possível viajar com poesia. É possível viver poesia. André Kondo vive de verso e prosa.

Além da publicação de livros, viaja realizando palestras e oficinas literárias, tendo sido convidado para vários eventos pelo país. Une assim as suas duas paixões: viagem e literatura, mantendo o pé na estrada e o coração nas letras (e em sua musa Patrícia, claro).

Mas mesmo tendo viajado o mundo para se tornar um escritor, mesmo tendo velejado em distantes ilhas do Pacífico, visitado acampamentos nômades na Mongólia, vislumbrado o Himalaia, peregrinado pelos caminhos para Machu Pichu e Santiago de Compostela, visitado o berço de Buda e de Jesus, avistado os minaretes de Istambul e as pirâmides do Egito ou sentido as sagradas águas do Ganges, mesmo tendo mergulhado na Grande Barreira de Corais ou escalado vulcões na Guatemala, mesmo tendo abraçado o mundo, após a sua grande última viagem, na qual escalou o Monte Roraima, desceu rios do Amazonas, pegou carona pelas estradas mais remotas, acampando na Grande Chapada dos Guimarães com malucos, e dormindo em albergues de mendigos nos arredores de Barretos, foi para Taubaté, para Taubaté que ele retornou após uma caminhada de centenas de quilômetros...

Porque aqui ainda mora o seu pai. E onde mora o pai, sempre será a casa do filho.  André pode ter nascido em Santo André, de onde ganhou o nome, sem manter obviamente a santidade, mas foi em Taubaté que ele passou a infância, a adolescência e o início de sua caminhada como adulto. Foi na rua Suíça que fez suas primeiras festas. Foi na Rua do Colégio que ele lia “Os doze trabalhos de Hércules” de Monteiro Lobato. E foi na Rua Expedicionário José Antônio Moreira que conheceu o seu primeiro amigo, com quem dividiu as páginas de seu primeiro livro de contos. Ele com a escrita, o amigo com as ilustrações.

Estudou no Dom Pereira, na Escola Municipal Prof. José Ezequiel de Souza, na UNITAU... Trabalhou no saudoso Onsen Thermas, na Avenida Independência... E se foi nesta cidade que, enquanto tudo isso, ele sonhava em se tornar um escritor, obviamente foi para Taubaté que ele retornou para lançar o seu primeiro livro, em 2008. “Além do Horizonte” foi lançado em memória de seu grande amigo, Felipe Firmo, irmão taubateano, no dia do aniversário dele. E assim, foi em uma livraria na Praça Félix Guisard, que o relógio da CTI marcava a hora do sonho deste garoto se tornar realidade. Nascia um escritor, semeado na terra de Lobato...